Cimeira do Poder Local foi o tema central do Conselho Geral da ANAM realizado na Maia.
Associação viu aprovados por unanimidade o Relatório e Contas de 2025 e o Plano de Atividades para 2026 e iniciou trabalhos preparatórios para a I Cimeira do Poder Local
A preparação da I Cimeira do Poder Local esteve no centro da reunião do Conselho Geral da Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM), o primeiro deste mandato, que decorreu no sábado passado, na Maia, reunindo Presidentes de Assembleias Municipais de todo o país, incluindo representantes das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.
No decurso da reunião, foram aprovados por unanimidade o Relatório e Contas relativo ao exercício de 2025 e o Plano de Atividades para 2026, documento onde se inscreve a realização desta cimeira, considerada uma iniciativa estruturante para o reforço do papel das Assembleias Municipais no quadro do poder local.
O Presidente da ANAM, Fernando Santos Pereira, sublinhou a importância desta aposta estratégica.
“Esta Cimeira do Poder Local faz parte da estratégia que definimos para reforçar o papel das Assembleias Municipais e promover uma maior articulação entre os diferentes níveis do poder local. Queremos criar um espaço de diálogo estruturado onde a ANAM, a Associação Nacional de Municípios e a Associação Nacional de Freguesias possam falar a uma só voz sobre os desafios do poder local e, sobretudo, encontrar soluções conjuntas que reforcem a sua capacidade de resposta.”
A reunião foi antecedida pela iniciativa “ANAM em Rede”, que decorreu na véspera, igualmente na Maia, e reuniu todos os Presidentes de Assembleias Municipais do distrito do Porto, incluindo representantes de municípios que ainda não integram formalmente a associação, mas que já manifestaram vontade de adesão. Este encontro reforçou a estratégia de proximidade e alargamento da base institucional da ANAM, consolidando o diálogo com os eleitos locais.
“A ANAM está em movimento: com os novos municípios associados, com os conferências acerca da arquitetura do poder local, com o encontro dos PAM’s e Gabinetes de Apoio, com a ANAM em Rede, com as reuniões com o Governo, com a Assembleia da República, onde foi reconhecida como parceiro para os pareceres a propostas legislativas que abarcam questões autárquicas. Com este dinamismo, estamos a fortalecer a coesão institucional e afirmar, de forma consistente, o papel das Assembleias Municipais no sistema democrático.”
O Comando Territorial de Aveiro, através do Posto Territorial de Lourosa, no dia 20 de março, deteve dois homens, de 36 e 33 anos e identificou um homem de 44 anos, por furto em estabelecimento comercial, na freguesia de Lourosa, concelho de Santa Maria da Feira. "No âmbito de denúncia por furto em estabelecimento comercial, os militares desta Guarda realizaram várias diligências policiais, encontrando a viatura utilizada no furto imobilizada na cidade do Porto, nesse momento os indivíduos encontravam-se a transferir os bens furtados para outra viatura, perante esta situação, foram os mesmos identificados, e efetuada a sua detenção, apurou-se ainda que a viatura utilizada no furto, tinha sido furtada dias antes". No decurso da ação foram realizadas buscas a veículos, culminando na apreensão do seguinte material: Um aspirador para automóvel; Uma mochila de computador portátil; Um extintor; Duas malas de senhora; Três mochilas de senhora; Uma bolsa de homem; Uma picareta; Uma coluna portátil com microfone; Diversas peças de ferramentas; Diversas peças de vestuário; Diversas peças de calçado; 480 euros em numerário. No decorrer de diligências efetuadas pelo Núcleo de Investigação Criminal de Santa Maria da Feira, foram ainda apreendidas 16 malas de marca “Cavalinho”, já à venda no comércio local. Esta ação, contou com o apoio dos miliares do Núcleo de Investigação Criminal de Santa Maria da Feira, Posto Territorial da GNR dos Carvalhos do Comando Territorial da GNR do Porto, agentes da 4.ª Esquadra da PSP da Corujeira e agentes da Investigação Criminal da PSP do Porto. A viatura e os bens apreendidos vão ser restituídos ao proprietário. Os detidos foram presentes, no dia 20 de março, no Tribunal Judicial de Santa Maria da Feira, sendo-lhes aplicada Prisão Preventiva.
Ansiedade climática em Portugal é baixa entre adultos, mas influencia comportamentos pró-ambientais.
Ainda que a maioria dos portugueses reconheça a realidade das alterações climáticas e as suas origens na ação humana, a prevalência dos níveis médios de ansiedade climática entre adultos em Portugal é relativamente baixa.
Esta é uma das principais conclusões de um estudo realizado na Universidade de Aveiro (UA) que procurou compreender de que forma a perceção de que as alterações climáticas são uma realidade, isso afeta ou não a saúde mental dos portugueses e leva ou não à adoção de comportamentos pró-ambientais.
A crise climática constitui um dos desafios globais mais complexos e urgentes da atualidade, com impactos já reconhecidos ao nível ambiental, físico e mental. A ansiedade climática tem vindo a ser identificada como uma das consequências psicológicas associadas às alterações climáticas.
“A ansiedade climática é uma preocupação crónica com os impactos das alterações climáticas, com o futuro do planeta, de si próprio e das gerações futuras”, explica a autora do estudo, a investigadora Mariana Pinho, do Centro de Estudo do Ambiente e do Mar e do Departamento de Biologia da UA. “No estudo, que contou com a participação de 3300 pessoas, a ansiedade climática foi medida com uma escala validada, que avalia a frequência de sintomas como perturbações cognitivas (por exemplo, dificuldades de concentração ou sono) e dificuldades funcionais associadas a preocupações com o clima”.
De acordo com a investigadora, “no geral, a prevalência desse tipo de ansiedade entre adultos em Portugal é relativamente baixa, havendo evidência noutros estudos de diferenças entre faixas etárias, género, entre outros fatores”.
Mariana Pinho sublinha, contudo, que estes resultados devem ser interpretados com cautela: “Isso não significa que os portugueses não acreditem ou não se preocupem com as alterações climáticas, mas que no geral estas não têm um impacto ao nível do funcionamento cognitivo — como perda de sono ou dificuldades de concentração — nem interferem significativamente com a rotina diária”.
“O facto da ansiedade climática se revelar baixa não implica desinteresse ou falta de consciência ambiental”, aponta a investigadora. “O que o estudo nos indica é que, embora a ansiedade climática seja relativamente baixa, a maioria das pessoas reconhece a realidade das alterações climáticas, as suas origens antropogénicas e os seus impactos. Têm, inclusive, uma forte ligação psicológica à natureza, mesmo que isso não se traduza necessariamente em ansiedade clínica ou psicológica intensa”, diz.
Os resultados mostram ainda que idade, nível de escolaridade e rendimento estão negativamente associados à ansiedade climática — ou seja, pessoas mais velhas, com maior nível de educação e rendimentos mais elevados tendem a apresentar níveis mais baixos de ansiedade. Por outro lado, experiências mais diretas com os impactos das alterações climáticas estão relacionadas com níveis mais elevados de ansiedade.
O estudo demonstra também que a forma como as pessoas percecionam as alterações climáticas pode influenciar os seus comportamentos de conservação ambiental.
“De forma geral, níveis mais elecados de preocupação/ansiedade climática tendem a estar associados com a maior adoção de comportamentos pró-ambientais”, afirma Mariana Pinho. “O estudo encontrou que a forma como as pessoas percebem as alterações climáticas pode influenciar os seus comportamentos de conservação ambiental, com a ansiedade climática a atuar como um dos mecanismos que liga essa perceção às atitudes e ações pró-ambientais”.
Estes resultados ajudam a compreender os mecanismos psicológicos que podem impulsionar práticas mais sustentáveis e reforçam a importância de integrar dimensões emocionais e sociais na definição de políticas ambientais.
Para a investigadora, é essencial reconhecer que as alterações climáticas não afetam apenas o ambiente, mas também a saúde das populações.
“As alterações climáticas estão a afetar não só o ambiente, mas também a nossa saúde física e mental. A ansiedade e o stress associados a estes fenómenos são reais e não devem ser ignorados. Quem sente que esta preocupação está a afetar significativamente o seu bem-estar deve procurar ajuda”, diz.
Mariana Pinho acrescenta ainda que “é igualmente essencial que os profissionais de saúde — não só os psicólogos — saibam identificar e encaminhar situações de stress climático, promovendo a literacia e uma resposta proativa, especialmente em contextos de desastre”.
Compreender o papel das características sociodemográficas e sociopsicológicas na ansiedade climática revela-se, assim, fundamental para o desenvolvimento de políticas e programas ambientais mais inclusivos, capazes de promover mudança social e responder às desigualdades existentes.
Aveiro Jovem Criador 2026 revelou vencedores e inaugurou exposição no Museu Santa Joana.
Nesta edição 2026 do Concurso registou-se a participação de 334 candidaturas, oriundas de vários pontos do País, tendo o Júri deliberado atribuir 16 Prémios e 13 Menções Honrosas, tendo, a CMA, atribuído prémios com o valor total de 20.000€.
A mostra integra 221 trabalhos, num total de 150 artistas, que estão patentes ao público até ao dia 21 de maio, no Museu Santa Joana.
Recorde-se que o Concurso Aveiro Jovem Criador, destinado a jovens dos 12 aos 35 anos e maiores de 65 anos, contempla as áreas artísticas de Arte Digital, Audiovisual, Escrita, Fotografia, Ilustração, Música e Pintura.
O Concurso Aveiro Jovem Criador, que este ano celebra 25 anos de história, continua a afirmar-se como uma iniciativa de referência na promoção da criatividade, da participação cívica e da valorização de novos talentos.
"Ao longo de mais de duas décadas, este projeto tem contribuído para afirmar Aveiro como um território aberto à inovação cultural e à expressão artística contemporânea", refere nota da autarquia.
O Cine-Teatro de Estarreja (CTE) integra a lista de 42 equipamentos culturais de todo o país do novo ciclo do Programa de Apoio à Programação da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP), promovido pela Direção-Geral das Artes (DGARTES), garantindo um financiamento global de 400 mil euros para o quadriénio 2026/2029, correspondendo a 100 mil euros anuais.
De acordo com o projeto de decisão, este reconhecimento da DGARTES foi baseado em quatro critérios.
Programação; Entidade e Equipa; Viabilidade; e Objetivos são os critérios avaliados tendo o CTE obtido uma pontuação final de 79,33%, tornando esta candidatura com o melhor posicionamento entre as candidaturas listadas para a NUTS III da Região de Aveiro.
O organismo público, integrado no Ministério da Cultura, responsável por coordenar e implementar as políticas de apoio às artes em Portugal, sublinhou a “qualidade e consistência” do plano do CTE.
A fundamentação e coerência do plano, com diversidade, originalidade e articulação estruturante entre programação e mediação, ancorada em entidades e artistas locais; a centralidade do Laboratório de Aprendizagem Criativa (LAC) como eixo estratégico de enraizamento no território; a integração relevante do tecido local (incluindo a OJE Formação, no quadro do Estarrejazz) e a referência a projetos como o DiferenciArte e políticas de bilheteira no âmbito dos objetivos e acessibilidade; foram alguns dos fatores decisivos para a obtenção deste financiamento.
“Este reconhecimento da DGARTES confirma a consistência da nossa estratégia cultural e o investimento contínuo que temos vindo a fazer na qualificação da programação e na aproximação da cultura às pessoas. O Cine-Teatro de Estarreja é hoje um equipamento de referência, não só pela qualidade da sua oferta, mas também pela forma como envolve a comunidade e valoriza os agentes locais. Este apoio permite-nos consolidar esse caminho e continuar a garantir uma programação regular, diversificada e acessível para todos”, destaca a presidente da Câmara Municipal de Estarreja, Isabel Simões Pinto.
A requalificação do Centro de Saúde de Sangalhos foi oficialmente inaugurada no passado dia 17 de março, numa cerimónia que contou com a presença da Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, além de autarcas locais, profissionais de saúde e numerosos membros da comunidade, que assinalaram este momento há muito aguardado.
Esta intervenção representa um investimento relevante na modernização dos cuidados de saúde primários no concelho, refletindo o compromisso com a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população.
As obras permitiram a renovação integral de várias áreas funcionais da unidade, incluindo gabinetes médicos e de enfermagem e atendimento administrativo.
Foram também reforçadas as condições de acessibilidade para pessoas com mobilidade reduzida e melhoradas as condições de conforto térmico e eficiência energética do edifício.
Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal de Anadia, Jorge Sampaio, evidenciou a importância desta obra para a freguesia de Sangalhos, considerando que assume um significado que vai além da intervenção física no edifício, representando uma aposta clara na proximidade e na qualidade dos cuidados prestados.
“A requalificação e ampliação deste edifício foi determinante para podermos dar mais um passo fundamental na organização dos cuidados de saúde primários do concelho de Anadia para a criação da USF Sangalhos modelo B, que hoje inicia as suas funções”, adiantou o edil.
Jorge Sampaio aproveitou a presença da responsável da tutela da Saúde para lhe transmitir algumas das suas preocupações, nomeadamente a necessidade de “reforçar” os cuidados de saúde prestados no domicílio, promovendo “um modelo que privilegie a autonomia, a dignidade e a qualidade de vida das pessoas”.
Outra das preocupações, prende-se com a transferência de competências na área da Saúde, sublinhando que o Estado Central transferiu para as Câmaras Municipais um conjunto de competências “sem lhes assegurar a correspondente compensação financeira”, acrescentando ainda que “o desfasamento entre o montante que nos é transferido e as despesas efetivamente incorridas é significativo e apresenta um crescimento contínuo de ano para ano”.
Apelou à Ministra da Saúde para que seja revisto o Acordo de Cooperação existente com o Hospital José Luciano de Castro, de forma “a dar uma resposta mais adequada às necessidades da população e dos centros de saúde que referenciam os doentes para consultas de especialidade”.
O autarca referiu que o Município está disponível para colaborar na instalação em Anadia, de um centro de tratamentos de hemodiálise, o que, no seu entender, iria “garantir qualidade de vida, proximidade e dignidade a todos aqueles que necessitam destes tratamentos de forma regular e inadiável”.
Por outro lado, realçou “a abertura” do Município com vista à instalação, em Anadia, de uma infraestrutura do INEM “capaz de reforçar” a capacidade de intervenção regional e nacional desta entidade, “funcionando em complementaridade com os meios já existentes na Região Centro”.
A Ministra da Saúde destacou que “o reforço dos cuidados de proximidade é uma prioridade estratégica”.
Ana Paula Martins enalteceu ainda o empenho das equipas de saúde, salientando que “são os profissionais que dão vida ao Serviço Nacional de Saúde todos os dias, mesmo perante desafios exigentes”.
A responsável governamental reconheceu que o envolvimento do Município de Anadia “foi determinante” para a concretização da obra.
Relativamente à descentralização de competências na área da saúde, considerou que “necessita de ajustes” ao nível do financiamento, manifestando ainda abertura para rever o modelo e ajustar o financiamento.
A nova unidade assegura atendimento em dias úteis entre as 08h00 e as 20h00.
A intervenção foi cofinanciada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
O Bloco de Esquerda de Aveiro manifesta publicamente “solidariedade” com todos os trabalhadores da função pública que hoje estão em greve.
Fala em luta “justa e necessária”.
“Num contexto de degradação dos serviços públicos, de desvalorização salarial e de crescente pressão sobre quem trabalha, não podemos aceitar que se continue a exigir mais a quem já dá tanto, sem garantir condições dignas, estabilidade e respeito”.
O BE entende que os trabalhadores da função pública “são a base do funcionamento do Estado social”.
“São eles que asseguram a saúde, a educação, a segurança social e tantos outros pilares essenciais. Defender os seus direitos é defender serviços públicos de qualidade para todos”.
O sinal é dirigido também ao pacote laboral.
“Ao mesmo tempo, torna-se urgente travar e reverter o pacote laboral do Governo de Luís Montenegro, que representa um retrocesso inaceitável nos direitos dos trabalhadores. Este conjunto de medidas fragiliza vínculos, facilita a precariedade e enfraquece a capacidade de organização coletiva, tudo em benefício de quem já concentra mais poder económico”.
A Universidade de Aveiro (UA) apresenta uma nova rubrica de comunicação de ciência.
"+Ciência" é uma iniciativa de comunicação que pretende aproximar a investigação desenvolvida na UA da comunidade académica e da sociedade em geral, através de uma abordagem integrada, transdisciplinar e acessível.
Com periodicidade mensal, a rubrica +Ciência organizará conteúdos em torno de um tema agregador, explorado a partir de diferentes áreas científicas.
O objetivo é evidenciar como a ciência se constrói de múltiplos olhares - das ciências naturais às engenharias, das ciências sociais às artes e humanidades - reforçando a identidade da UA enquanto universidade de investigação comprometida com o impacto social e com o futuro.
Promete dar destaque de notícias de investigação, agregados sob o mesmo enquadramento temático ou com especial relevo durante o mês.
Ao criar este fio condutor mensal, a rubrica vai permitir mostrar a ciência como um ecossistema interligado, onde diferentes saberes convergem para compreender e responder a desafios complexos.
O Illiabum de luto pelo falecimento de Francisco Batista.
Antigo árbitro de basquetebol era figura próxima do plantel, seccionista e durante anos foi responsável pela estatística dos jogos.
Um colaborador que o clube reconhece como parte da alma Illiabum.
“Falar de Illiabum será sempre falar do nosso Francisco e as memórias são imensas. Todos que lidaram com ele beberam um bocadinho do bom senso, do sorriso amigo, da palavra sempre confortante que ele tinha para todos nós. Um homem sempre disponível, pronto a ajudar tudo e todos e sempre pronto a fazer de tudo para que o Illiabum chegasse mais longe. Uma figura incontornável do basquetebol desde sempre como árbitro, seccionista (sempre com as suas canetas coloridas), capanga em todas as edições do nosso festival de marisco. Um pai para todos os atletas do illiabum. O nosso Chico partiu, mas não nos esqueceremos nunca dele”.
Portugal deu um passo decisivo na corrida europeia aos dados com a realização, neste mês de março, do primeiro piloto da TestBed Espaço de Dados – X (ED-X), nas infraestruturas da Altice Labs em Aveiro.
Este piloto posiciona o país na linha da frente da construção do Mercado Único Europeu de Dados, ao validar, em ambiente real, uma infraestrutura distribuída de espaços de dados preparada para responder às exigências técnicas, regulatórias e de soberania digital da União Europeia.
A ED-X assenta em arquiteturas alinhadas com a Gaia-X e a International Data Spaces Association, garantindo interoperabilidade entre plataformas, controlo sobre os dados e conformidade com os novos quadros normativos europeus.
Na prática, cria condições para que empresas portuguesas possam partilhar e explorar dados com confiança, segurança e escala europeia.
Com esta iniciativa, Portugal reforça o seu posicionamento como hub de inovação digital e, através deste piloto, cria uma oportunidade estratégica para acelerar a competitividade das empresas nacionais, preparando o tecido empresarial para um mercado onde o acesso, a partilha e a governação de dados serão determinantes, ao mesmo tempo que permite a integração em cadeias de valor digitais europeias e o desenvolvimento de novos modelos de negócio baseados em dados.
O primeiro piloto, desenvolvido em parceria entre a QART e a Altice Labs, consistiu na criação de um contrato digital para partilha de dados, seguido da troca efetiva de informação entre as duas entidades, com execução automática das condições definidas num Service Level Agreement.
No âmbito desta iniciativa, a Altice Labs desenvolveu uma API para conectores IDSA que permite a partilha controlada de datasets proprietários, assegurando que os dados permanecem sob controlo do seu titular.
Este modelo demonstra, na prática, como é possível monetizar ativos de dados sem perda de soberania, ao mesmo tempo que cria novos fluxos de receita e reduz significativamente o risco jurídico e tecnológico associado à partilha de informação entre organizações.
Ao operacionalizar princípios como interoperabilidade e controlo de dados, o piloto valida de forma concreta a viabilidade económica da arquitetura implementada.
A ED-X posiciona-se assim como uma infraestrutura habilitadora para a internacionalização das empresas portuguesas, criando condições para o desenvolvimento de serviços digitais exportáveis e para a integração em ecossistemas europeus de inovação.
Liderada pela Sooma, a iniciativa integra ainda o Cluster TICE.PT, a Altice Labs, a IP Telecom, a NOS e a Vodafone, reunindo massa crítica para acelerar a transformação digital empresarial.
Enquadrada no PRR, no âmbito da Componente 16 – “Empresas 4.0”, a iniciativa conta com um investimento de 1.748.387,50 euros e prevê a realização de 43 pilotos até junho de 2026.
O objetivo é posicionar as empresas nacionais para integrarem cadeias de valor europeias baseadas na partilha segura, regulada e contratualizada de dados, num contexto em que a economia de dados assume um papel central na competitividade da União Europeia.
A QART, líder nacional na medição da Qualidade do Ar, Ruído e Tráfego, com milhões de medições realizadas em todo o território nacional, considera estratégica a participação na TestBed.
A empresa pretende adquirir competências nas tecnologias Gaia-X e IDSA, preparando-se para disponibilizar aos seus clientes modelos normalizados e interoperáveis de transmissão de dados, alinhados com os standards europeus.
Com este primeiro piloto, a Altice Labs reforça o seu posicionamento no ecossistema europeu de inovação em dados, consolidando competências em arquiteturas que suportam soberania, interoperabilidade e confiança, pilares fundamentais da economia digital europeia e da autonomia tecnológica do continente.